[FILMES]:TROPA DE ELITE

TROPA DE ELITE é um filme dos gêneros policial e drama produzido em 2007 pelo diretor
José Padilha,baseado no livro ELITE DA TROPA escrito por André Batista e Rodrigo Pimentel.
Teve uma continuação em 2010 com o filme
TROPA DE ELITE 2-O INIMIGO AGORA É OUTRO,novamente dirigido por José Padilha.
Ta aí um filme brasileiro que conseguiu conquistar o mundo inteiro.
TROPA DE ELITE é um dos meus filmes preferidos.
Claro que teve uma continuação não tão influente quanto o filme original de 2007.
Mas mesmo assim,os dois filmes são umas pérolas preciosas do cinema nacional.
Servem até como influência para outros cineastas.



TROPA DE ELITE
TROPA DE ELITE é um filme policial brasileiro de 2007,com o gênero drama/filme policial, dirigido por José Padilha,que também escreveu seu roteiro,com Braulio Mantovani e Rodrigo Pimentel,e produziu com Marcos Prado.
 Tem como tema a violência urbana na cidade brasileira do RIO DE JANEIRO junto com a ajuda do BATALHÃO DE OPERAÇÕES POLICIAIS ESPECIAIS (BOPE) e da POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.
O filme é baseado elementos presentes no livro ELITE DA TROPA,de André Batista e Rodrigo Pimentel,em parceria com Luiz Eduardo Soares.
É estrelado por Wagner Moura,André Ramiro,Caio Junqueira,Milhem Cortaz,Fernanda Machado, Paulo Vilela,Fernanda de Freitas,Maria Ribeiro e Fábio Lago.
Os acontecimentos do filme são narrados em primeira pessoa pelo Capitão Roberto Nascimento, dando uma perspectiva ao espectador de todos os fatos interligados.
O filme começa mais ou menos no ano de 1997,em um baile funk no MORRO DA BABILÔNIA, uma das principais bases do narcotráfico da cidade RIO DE JANEIRO.
Na festa se encontram vários traficantes fortemente armados comemorando,enquanto ao fundo toca a música RAP DAS ARMAS.
Uma viatura policial sobe o morro e para em frente ao baile,dentro está uma guarnição da Polícia Militar liderada por Capitão Oliveira,que desce,não por uma denúncia,mas para pegar o "arrego" da semana,o suborno que os traficantes pagam aos policiais para aliviar na fiscalização.
O que ninguém sabe é que logo atrás vinham Matias e Neto,dois aspirantes numa moto da polícia, que tomam um desvio e param num local mais alto no morro.
Enquanto a equipe de Oliveira é recebida pelos traficantes,Neto se posiciona com um rifle de precisão auxiliado por Matias.
Neto observa a negociação à distância e,de repente,dispara a arma,pensando que um dos traficantes iria sacar duma pistola que tinha nas costas.
Logo,a confusão irrompe no meio do baile e começa um tiroteio,Neto e Matias tentam fugir mas são bloqueados e encurralados num beco,enquanto os traficantes atacam com um arsenal pesado,
a dupla tenta resistir com a pouca munição que tem.
Enquanto isso,uma equipe do BOPE coordenada por Capitão Nascimento chega na entrada do morro e começa uma incursão de resgate.
A história retorna seis meses antes;
Roberto Nascimento é líder da equipe alfa do BATALHÃO DE OPERAÇÕES POLICIAIS ESPECIAIS da PMERJ,onde atua há mais de dez anos com total dedicação.
Embora tenha equilibrado a vida policial e familiar nos últimos anos,seu esforço tem cobrado um preço cada vez maior ultimamente,sobretudo pelo fato de sua esposa estar grávida do primeiro filho, prestes a nascer.
A pressão do trabalho aumenta quando é anunciado que o Papa João Paulo II chegará ao RIO DE JANEIRO em dois meses e passará a maior parte de sua estadia no MORRO DO TURANO,
em contato com a população carente.
Entretanto,a região se encontra bastante dominada pelo tráfico,o que significa mais operações de risco na rotina de Nascimento,que precisará apaziguar o morro nesse meio período.
Após refletir sobre sua carreira em meio a tantas cobranças,Nascimento decide que chegou hora de arrumar um substituto,mas precisa garantir que seu sucessor será tão bom quanto ele.
Enquanto isso,Matias e Neto acabam de entrar para um batalhão da PMERJ,
após se formarem como aspirantes.
Embora sejam novatos,suas qualidades eram algo que Nascimento almejava encontrar em
seu possível sucessor.
Mesmo não se conhecendo ainda, um deles tornaria a substituir-lo no BOPE.
Neto é encarregado de supervisionar a oficina mecânica do batalhão,operada pelos Soldados Paulo e Tião,enquanto Matias é direcionado ao trabalho burocrático,organizando os registros criminais. Apesar de serem amigos de infância,Matias e Neto tem origens e objetivos de vida diferentes.
Neto é de classe média e sempre gostou de ação,por isso entrou para polícia;
Matias,apesar de ser negro e de origem humilde,lutou contra as dificuldades e conseguiu entrar na melhor faculdade de Direito do RIO DE JANEIRO,com o objetivo de tornar-se advogado.
A visão que ambos tinham sobre a polícia,de ser uma instituição nobre e respeitada,
logo se desmancha ao se depararem com a realidade obscura de uma corporação dominada por um sistema de corrupção em massa.
José Padinha queria fazer um filme em que mostrava os dois lados da moeda.
Queria mostrar que traficantes e policiais agem igualmente no quesito crueldade e tortura.
Por isso no filme,você vê ambos os lados praticando violência bruta gratuita.
Se o traficante pode agir com crueldade...A polícia também pode.
Seria uma grande crítica social!!!
Mas...O tiro saiu pela culatra.
O povo adorou ver o BOPE sentando o cacete em vagabundos e traficantes.
O povo se identificou e ainda apoiou os atos que o BOPE praticava nos filmes.
Na época,vários sites de esquerda,começaram a repudiar o filme o chamando de fascista...E vários sites de direita começaram a glorificar o filme,e apoiar as ações do BOPE.
Padilha conseguiu irritar quem queria agradar,e agradar quem queria irritar.
Saiu do controle.
O Capitão Nascimento se tornou símbolo da direita política brasileira.
Também pudera...O BRASIL sofre com índices de violência extremamente elevados.
Só na cabeça do Padilha que um povo refém da violência,como o povo brasileiro,iria ver o filme e fazer alguma crítica social.
Nada disso!!!
Glorificaram as ações truculentas do BOPE.
Até com uma certa razão.
Precisaram fazer uma continuação pra mostrar o que eles realmente queriam dizer.
Mesmo assim...O filme sai daqueles clichês que existem em filmes brasileiros,e conseguiu conquistar o coração de cinéfilos no mundo todo.
Claro que a pirataria ajudou e muito.
O filme fez mais sucesso em sua versão pirata,do que na versão oficial lançada nos cinemas.
Mesmo assim,conseguiu fazer sucesso (inclusive,eu prefiro a versão pirata da original).
TROPA DE ELITE é um exemplo que o cinema brasileiro pode fazer filmes mais abertos que conseguem conquistar o mundo todo.
É um dos meus filmes preferidos (e olha que tenho bastante preconceito com filmes brasileiros).
Wagner Moura conseguiu fazer carreira internacional e ser conhecido no mundo todo por causa desse filme....José Padilha também.
Várias portas se abriram para os dois.
Com muita justiça.
É um filmaço!!!
Mostra um pouco da nossa realidade,aliada a bons atores e uma boa história mais aberta para o mercado internacional.


TROPA DE ELITE 2-O INIMIGO AGORA É OUTRO
TROPA DE ELITE 2-O INIMIGO AGORA É OUTRO é um filme policial brasileiro de 2010, dirigido por José Padilha,que também escreveu seu roteiro,com Braulio Mantovani, e estrelado por Wagner Moura.
Os acontecimentos do filme ocorrem oito anos após os do primeiro filme.
Um dos seus focos é o amadurecimento do então Tenente-Coronel Nascimento, personagem de Wagner Moura,que tem que lidar com problemas com seu filho adolescente.
O filme também mostra o crescimento do BOPE e conflitos entre os policiais e milícias do
RIO DE JANEIRO
O filme começa in medias res,apresentando Nascimento saindo do HOSPITAL BENEDITINO.
Seus passos estão sendo observados por um grupo de homens que se comunica através de rádio transmissores.
Enquanto dirige seu carro, ele é abordado por um outro veículo,do qual saem homens armados que começam a alvejar o automóvel.
Enquanto ocorre o atentado,Nascimento, como narrador,diz que, embora possa ser considerado
 "um clichê de filme americano",chegar perto da morte o faz recordar o que havia ocorrido para que chegasse até aquele ponto.
Um flashback narra os acontecimentos de quatro anos antes,quando uma divisão do BOPE comandada por Nascimento e André Mathias se envolve no controle de uma rebelião no presídio BANGU I.
Durante a rebelião,Beirada, o líder do COMANDO VERMELHO,com a conivência dos agentes responsáveis pela segurança da unidade penal,foi capaz de dominar o presídio e assassinar seus adversários da A.D.A.
Com a situação em escalada,o professor de história Diogo Fraga é chamado ao presídio.
Membro de uma ONG dedicada à defesa dos Direitos Humanos,Fraga é chamado numa tentativa de negociar o fim da rebelião.
O ativista sucede em negociar a libertação dos reféns,mas Mathias se precipita e,descumprindo uma ordem de Nascimento,ingressa na área controlada por Beirada,o que faz com que Fraga seja tomado como refém.
Após Beirada ser convencido a libertar Fraga,Mathias atira contra o criminoso,matando-o.
As consequências da ação de Mathias,tanto para ele quanto para Nascimento,são o fio condutor do filme:
Mathias é usado como bode expiatório e é afastado do BOPE,não da PMERJ - ele passa a integrar o batalhão do amigo Fábio,agora tenente-coronel.
Já Nascimento, visto como herói pela população, é nomeado para o cargo de Subsecretário de Inteligência da Secretaria Estadual de Segurança Pública do RIO DE JANEIRO.
Fraga,que havia tornado-se marido de Rosane,ex-esposa de Nascimento, elege-se deputado estadual. Rafael,filho de Rosane e Nascimento,distancia-se cada vez mais do pai por influência de Fraga.
Uma vez na Secretaria,Nascimento é capaz de articular uma completa reestruturação do BOPE, aumentando seu efetivo e modernizando seus equipamentos.
Essa reestruturação o auxilia no combate ao tráfico de entorpecentes,e,com o passar do tempo,
a Secretaria é capaz de encerrar as atividades de traficantes na maior parte das favelas da Zona Oeste do RIO DE JANEIRO.
Desbaratar o crime organizado,ao contrário do que Nascimento planejara,não contribuiu para a diminuição da corrupção,mas fez surgir uma nova organização criminosa,as "milícias".
No filme,é retratada a ascensão de um policial militar corrupto,Rocha,major do batalhão de Fábio. Rocha percebe que,ao eliminar a figura do traficante,ele não estaria deixando de obter a propina que vinha recebendo,mas sim poderia passar a controlar diretamente a comunidade,eliminando assim o intermediário e tendo lucros maiores.
Assim,ele e seu grupo passam a comandar uma comunidade,não sem coagir o já corrupto Fábio a cooptar com eles.
Com o crescimento das milícias,o deputado Fraga passou também a defender a criação de uma CPI, porém não obteve o apoio do presidente da ALERJ e do deputado Fortunato.
Comprar o apoio das lideranças das comunidades significaria a criação de verdadeiros
currais eleitorais.
Ciente disso e visando se beneficiar politicamente das regiões controladas pelas milícias nas próximas eleições,o Governador do RIO DE JANEIRO se associa ao deputado estadual Fortunato (que também é popular âncora de programa policial),ao Secretário de Segurança Pública Guaracy e ao Major Rocha para forjarem uma situação que justificasse a invasão do bairro TANQUE,
uma comunidade que representaria relevante acréscimo na quantidade de eleitores.
Membros da milícia invadem a delegacia da comunidade e saqueiam a reserva de armamentos
da mesma.
Em seu programa de televisão,Mira Geral,Fortunato polemiza o ocorrido,atribuindo aos traficantes em atuação na comunidade a responsabilidade e exigindo providências do Governador do Estado,
que assim ordena à Nascimento e à Secretaria de Segurança que planejem uma operação para invadir a comunidade,expulsar os traficantes e encontrar as armas.
Nascimento se opõe à operação, por não ter encontrado,dentre as escutas telefônicas instaladas na comunidade,nenhuma prova de que as armas estariam lá,mas é voto vencido frente à afirmação do Coronel Fábio de que um informante de seu Comando já teria imputado a autoria dos crimes aos traficantes da comunidade.
Mathias,reintegrado ao BOPE por sugestão do Major Rocha e por influência do deputado Fortunato, é escolhido para ser o líder de campo da operação,que é bem-sucedida em eliminar a maior parte dos traficantes da área.
As armas,entretanto,não são encontradas, com o líder dos traficantes negando ter sido o responsável pelo roubo,mesmo após ser torturado.
Após Rocha matar o traficante para interromper o interrogatório,Mathias questiona Fábio sobre a procedência da denúncia e exige uma explicação,mas acaba logo assassinado pelos homens de Rocha.
Rocha e sua milícia se infiltram discretamente em uma casa do bairro.
São observados pela jornalista Clara,do jornal NA HORA.
Ela e seu fotógrafo acessam o local e descobrem material de campanha eleitoral do governador e
seus aliados.
Enquanto revela por telefone sua descoberta ao deputado Fraga,os milicianos surpreendem os repórteres e então os torturam,matam e vilipendiam-lhes os cadáveres.
Entretanto,o áudio da conversa foi gravado pelo órgão de Nascimento - para investigar a morte de André,Nascimento passara a monitorar as ligações telefônicas de Fraga,após saber casualmente em reencontro com o filho Rafael que o deputado investigava as milícias.
Ao ouvir a conversa de Fraga com a jornalista,Nascimento conclui que a Segurança Pública do Estado do RIO DE JANEIRO está nas mãos de bandidos e deduz que o deputado pode tornar-se alvo da milícia.
Fraga,como testemunha da conversa incriminadora,sofre uma tentativa de homicídio antes que Nascimento consiga alertá-lo.
No atentado,quem acaba baleado é Rafael,o filho de Nascimento (e enteado de Fraga),que estava no veículo com o padrasto e a mãe.
O garoto é internado no HOSPITAL BENEDITINO e ali Nascimento entrega o áudio a Fraga,
 que o divulga à imprensa.
Apesar do costume da ALERJ em não criar CPIs em anos eleitorais,ela se vê sem alternativa
perante o escândalo.
É criada a CPI sobre as milícias,mas o Governo do Estado afirma que o áudio foi obtido de forma ilegal pelo coronel Nascimento no intuito de espionar sua ex-mulher,esposa de Fraga,e defende que a ausência dos corpos dos jornalistas denotaria sequestro e não assassinato.
O governo também anuncia a exoneração de Nascimento do cargo que ocupava e inicia o processo de expulsão dele na PMERJ.
O assassinato de Nascimento antes que possa depor na CPI chega a ser cogitado pelos políticos criminosos,mas o temor que isto desencadeie um escândalo ainda maior perto das eleições os fazem desistir da ideia.
Contudo,conforme observa Nascimento,o que ele chama de "sistema" não tem exatamente uma gerência central.
Rocha,temendo ver seu esquema criminoso ruir e ser o bode expiatório da CPI,
pensa de forma diferente e independente dos políticos.
E resolve atacar Nascimento,que,ao deixar o hospital,é monitorado pela milícia.
A cena do início do filme então prossegue.Revela-se que os homens que aparecem atirando na retaguarda de Nascimento são auxiliares do coronel,que assim escapa do atentado.
Ele posteriormente depõe na CPI presidida por Fraga,onde acusa toda a cúpula do governo do Estado do RIO DE JANEIRO.
Mesmo assim,o governador é reeleito,Guaracy elege-se deputado federal e apenas o deputado Fortunato foi efetivamente preso.
Apesar da grande "queima de arquivos",a incluir Rocha,o sistema criminoso se manteve, agora sob novas lideranças.
Em reunião do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados,Fraga (também eleito deputado federal) protesta contra a eleição de Guaracy como novo presidente daquele conselho.
O filme termina com Nascimento à beira da cama do filho hospitalizado.
Apesar do filme ser mais técnico e mais longo que o primeiro...Eu não gostei muito.
Apesar também do filme contar todos os detalhes de como agem as milicias,o filme é bem diferente que o primeiro.
Lembram do que eu disse que este filme foi produzido apenas para contar realmente o que queriam dizer no primeiro?
Pois bem...Conseguiram.
Aqui está escrachado críticas a polícia,e a truculência dela.
Além disso,o Capitão Nascimento está totalmente diferente.
Está mais leviano e mais "bunda-mole",vamos dizer assim.
Aquele Capitão Nascimento do primeiro filme morreu!!!
O filme não conseguiu fazer tanto sucesso que o de 2007.
Mesmo assim,é um bom filme.
Não é um filmaço,mas um bom filme.
Você fica sabendo em detalhes como a milícia e o governo agem de forma truculenta e corrupta.
Na verdade,todos sabemos disso...Só fechamos os nossos olhos.
Traficantes e milicianos são igualmente bandidos.
Só quem mora em áreas controladas por eles que sabe como é o sofrimento viver nesses lugares.



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